Centro Cirúrgico: por dentro do coração do hospital

Cirurgia Geral
Tempo de leitura: 3 minutos

O centro cirúrgico é um setor do ambiente hospitalar composto por várias áreas interligadas que proporcionam plenas condições para a realização de um procedimento cirúrgico seguro. 

Considerado uma área complexa, o centro cirúrgico conta com acesso restrito e possui particularidades na sua estrutura física conforme o perfil da instituição a qual pertence. O ambiente ainda atende às normatizações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).  

É imprescindível para o centro cirúrgico ter: ambientes de apoio para guardar equipamentos, vestiários com banheiro, área administrativa, espaço para armazenar cilindros, laboratório, copa, sala de espera para os acompanhantes com banheiro, sala para os funcionários e área  destinada para guardar os periféricos (cadeiras de rodas, macas, etc).  

O centro cirúrgico ainda precisa ser um local de fácil acesso às demais unidades do hospital, principalmente aos setores de internação, pronto-socorro, centro de terapia intensiva (CTI) e unidade coronariana. É necessário que as unidades de suporte também tenham acesso à farmácia, lavanderia, agência transfusional, laboratório, raio-X e central de material esterilizado (CME). 

 

Recomendações básica para a instalação dos centros cirúrgicos: 

  • A saída de emergência deve ser facilmente visualizada por todos os profissionais que atuam no CC; 
  • Controle individual de temperatura para cada sala cirúrgica; 
  • Pressão positiva com o objetivo de prevenir a entrada de ar potencialmente contaminado na sala cirúrgica; 
  • A zona de transferência não é mais necessária, sendo uma barreira física utilizada no local de acesso dos pacientes; 
  • O piso deve ser resistente e não possuir porosidade para facilitar a limpeza, pois desta forma a visualização da sujeira é mais fácil. Além disso, deve conduzir bem a eletricidade, possuindo aterramento e ser antiderrapante; 
  • As paredes não podem ser revestidas com azulejos, pois as juntas do reboco apresentam poros que podem abrigar micro-organismos; 
  • O meio externo não pode se comunicar com a sala cirúrgica. As janelas devem ser lacradas; 
  • Portas com visores de vidro para evitar sua abertura a qualquer momento; 
  • É necessário ter válvulas de emergência para a rede de gases medicinais, que devem estar claramente identificados e visível para todos; 
  • É altamente recomendado ter um sistema de ar condicionado central, com a finalidade de remover gases anestésicos, para controlar a temperatura e a umidade, promover uma adequada troca de ar, removendo partículas em suspensão e, ainda, impedir a entrada de partículas oriundas de áreas adjacentes. 

Para um processo adequado do fluxo de trabalho, a equipe que atua na unidade de centro cirúrgico deve estabelecer uma coordenação com os demais times de profissionais e serviços como, por exemplo, laboratórios, radiologia e banco de sangue, oferecendo assistência adequada às necessidades dos pacientes. 

 

A equipe que atua no centro cirúrgico é composta por: 

  • Cirurgiões; 
  • Anestesistas; 
  • Enfermeiros; 
  • Técnicos de enfermagem; 
  • Auxiliar de enfermagem; 
  • Instrumentadores cirúrgicos; 
  • Auxiliar de limpeza 

 

O objetivo principal da equipe do centro cirúrgico é: 

  • Propiciar cuidados especializados e com qualidade ao paciente; 
  • Promover a recuperação ou melhora do paciente por meio de uma intervenção cirúrgica; 
  • Oferecer segurança e bem-estar ao paciente. 

 
Para que haja um funcionamento eficaz do centro cirúrgico algumas regras são necessárias: 

  • Ideal que faça o agendamento com no mínimo 24 horas de antecedência para as cirurgias; 
  • Elaborar e encaminhar o mapa cirúrgico um dia antes do dia da cirurgia para que os setores de apoio se organizem; 
  • Iniciar as cirurgias sempre no horário agendado, exceto quando há alguma intercorrência, para que não ocorra atraso nos procedimentos subsequentes; 
  • Não permitir portar ou ingerir nenhum tipo de alimento no interior da área crítica do centro cirúrgico, ou seja, na central de esterilização, central de material esterilizado, salas operatórias e corredor cirúrgico. 
  • Permitir somente a entrada de pessoas pertencentes à área do centro cirúrgco, que possua autorização da chefia do setor e do chefe da equipe cirúrgica; 
  • O vestuário do centro cirúrgico é privativo e não deve ser utilizado em outros setores do hospital; 
  • É terminantemente proibido o uso do conjunto cirúrgico por cima da roupa comum; 
  • A utilização de malas, maletas e bolsas só será aceita quando envoltas em sacos plásticos; 
  • Só é permitida a entrada na área crítica de pessoas que estiverem devidamente paramentadas; 
  • Adereços como brincos, anéis, pulseiras e cordões devem ser evitados no interior do centro cirúrgico; 
  • O registro geral da operação deve ser preenchido completamente pelo médico cirurgião, incluindo assinaturas e carimbos dos respectivos integrantes da equipe; 
  • Só deve ser permitida a entrada do paciente no centro cirúrgico após a confirmação da autorização do procedimento; 
  • A preparação das salas deve ser realizada, pelo menos, 15 minutos antes do horário agendado. 
     

Sendo um setor restrito, o acesso do centro cirúrgico ao público é limitado. Assim, é permitida somente a circulação dos profissionais autorizados. Para controle de infecção, o centro cirúrgico é dividido em três áreas: 

 
Área irrestrita: os profissionais de saúde podem circular livremente por estas áreas com roupas próprias. 

Áreas semi-restritas: permite a circulação dos profissionais de tal forma que não intervirá na rotina de controle e manutenção da assepsia da área restrita. É possível citar o expurgo, sala de estar e sala de preparo do material. 

Área restrita: é obrigatória a roupa privativa do próprio centro cirúrgico, devem ser usadas máscaras e gorro de forma rigorosa, conforme normas da unidade e as técnicas assépticas, diminuindo assim o risco de infecções.  

 

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Posts
relacionados

A colecistectomia é um procedimento minimamente invasivo para o tratamento da litíase biliar. Conheça a técnica!

Cirurgia Geral

30/07/2019


Colecistectomia - Cirurgia de retirada de vesícula biliar
Tempo de leitura: 3 minutos

A colecistectomia é um procedimento minimamente invasivo para o tratamento da litíase biliar. Conheça a técnica!

Leia mais
Saiba o que é a síndrome do túnel do carpo, conheça seus principais sintomas e veja como funciona o diagnóstico da doença.

Ortopedia

13/08/2018


Diagnóstico para síndrome do túnel do carpo
Tempo de leitura: 3 minutos

Saiba o que é a síndrome do túnel do carpo, conheça seus principais sintomas e veja como funciona o diagnóstico da doença.

Leia mais
CPRE é um exame endoscópico que tem por objetivo detectar e tratar doenças do fígado e do pâncreas e o canal pancreático principal.

Cirurgia Geral

08/03/2018


Você sabe o que é CPRE?
Tempo de leitura: 3 minutos

CPRE é um exame endoscópico que tem por objetivo detectar e tratar doenças do fígado e do pâncreas e o canal pancreático principal.

Leia mais
Conheça as causas, diagnóstico e os principais métodos de tratamento da hérnia de hiato.

Cirurgia Geral

06/03/2018


Como funciona a cirurgia laparoscópica de hérnia de hiato?
Tempo de leitura: 3 minutos

Conheça as causas, diagnóstico e os principais métodos de tratamento da hérnia de hiato.

Leia mais