A eficiência de salas cirúrgicas integradas

Salas Cirúrgicas

A busca por novas tecnologias que ajudam no cotidiano das pessoas já é uma realidade presente em muitos aspectos da atualidade. Desde smartphones, relógios e muitos outros dispositivos que, juntamente com a conectividade, integram um sistema que facilitam muito na rotina. Todo esse avanço tecnológico encontrado em ambientes de trabalho, edifícios, centros de controle agora é realidade nos hospitais.

Focando no centro cirúrgico, por exemplo, o crescimento das tecnologias e da quantidade de equipamentos que contemplam essa área, mostram que poderiam ser utilizadas de maneira melhor nas salas cirúrgicas existentes. Cirurgiões, enfermagem e a administração das salas cirúrgicas sempre buscam soluções que ajudem a otimizar todo esse ambiente, que muitas vezes depende do sincronismo das informações, das pessoas e equipamentos.

Com o intuito de verificar o impacto de um centro cirúrgico integrado e como otimizar o fluxo de trabalho no centro cirúrgico, o Departamento de Projetos do Exército, realizou um estudo para comparar a eficiência de salas cirúrgicas convencionais (SOR) com uma sala cirúrgica totalmente integrada (ORF).

Nesse estudo, foi montada uma sala cirúrgica com a solução de integração da Karl Storz, no Hospital Militar de Massachusetts.
Essa sala cirúrgica integrada (ORF) comtemplava basicamente três ambientes que trabalhavam em conjunto: Sala de Indução, onde os pacientes eram anestesiados; Sala cirúrgica, onde ocorriam os procedimentos; e a Sala de recuperação ou emergência, onde os pacientes se recuperam da cirurgia e são assistidos até o efeito final da anestesia.
Enquanto o paciente inicial passava pelo procedimento cirúrgico, o próximo paciente já dava entrada na sala de indução para iniciar todo o processo para a realização do próximo procedimento. Havia também uma sala denominada “Work Space”, onde os cirurgiões e enfermeiros podiam atualizar o prontuário eletrônico do paciente (PEP), diretamente no sistema do hospital, assim como já arquivar imagens e vídeos do procedimento realizado, com o auxílio do sistema de integração da sala. A figura abaixo mostra esse fluxo de pacientes nos ambientes da sala integrada ao decorrer do tempo.

Esquema mostrando o fluxo de pacientes e procedimentos durante o tempo

No estudo foram coletados dados durante um ano de procedimentos realizados na sala integrada (ORF), comparando-se sempre com os mesmos tipos de procedimentos realizados na sala cirúrgica convencional (SOR). Os resultados mostraram que a sala cirúrgica integrada (ORF) teve uma melhor performance quando comparada com a sala convencional (SOR). A Tabela 1 abaixo mostra os resultados de todos os parâmetros medidos.

Parâmetros medidos e resultados obtidos para as salas cirúrgicas

Os resultados mostram que o tempo de uso total da sala OFR é em média 30% menor. Além disso outro parâmetro interessante mostra que nessa mesma sala podem ser atendidos 02 pacientes a mais por dia. Pode observar-se também que até o tempo de realização do procedimento diminui, pois a disponibilização de recursos e de informações é mais rápida na sala integrada. Esses valores trazem um maior rendimento ao hospital, uma vez que o volume cirúrgico aumentará.
Esses números mostram que a eficiência no fluxo de trabalho, com informações de acesso mais rápido e uma inserção de dados também mais rápida trazem, por fim, lucratividade ao hospital. Trata-se de um investimento com um grande potencial de retorno, trazendo melhorias ao estabelecimento e aos pacientes atendidos. Portanto, a tecnologia instalada nessa integração mostrou-se eficiente na máxima utilização do centro cirúrgico.

REFERÊNCIA: Stahl et al., Reorganizing patient care and workflow in the operating room: a cost-effectiveness study. SBIR, U.S Department of the Army of the United States. Integrated OR Outcomes Project. 2006.

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