Câncer de Bexiga - Estadiamento, diagnóstico e tratamento

Câncer de Bexiga, Urologia
O câncer de bexiga (CaB) é a sexta neoplasia de maior incidência nos Estados Unidos, atrás apenas do câncer de pulmão, próstata, mama, cólon e linfoma. Acomete 3 vezes mais homens que mulheres e apresenta maior incidência em indivíduos acima dos 65 anos, sendo que a mortalidade aumenta proporcionalmente com a idade. Existem 3 tipos de tumores de bexiga, a saber: carcinoma urotelial, carcinoma de células escamosas e adenocarcinoma, responsáveis por 90%, 7% e 3%, respectivamente, dos tumores de bexiga. Dependendo de suas características, estas lesões possuirão sintomas e métodos diagnósticos específicos. Figura 1. Aspecto endoscópico da lesão tumoral em bexiga.  Os sintomas podem variar desde alterações miccionais (urinar mais frequentemente, dificuldade e dor na micção, presença de sangue ou muco na urina) até dores abdominais, anemia e emagrecimento progressivo. O diagnóstico se dá por exames de imagem (ultrassonografia e uro-tomografia) e cistoscopia com avaliação histológica do material ressecado, sendo este o método considerado padrão-ouro no diagnóstico do câncer de bexiga. ESTADIAMENTO O estadiamento do câncer é determinado pela profundidade de invasão tumoral na parede da bexiga e o diagnóstico correto se dá pela ressecção transuretral (RTU) do tumor, realizada por via endoscópica. Para o estadiamento também realizam-se exames radiográficos e tomográficos de tórax para a investigação de metástase pulmonar. Figura 2. Estadiamento das lesões tumorais de bexiga   DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO A ressecção transuretral (RTU) é o procedimento de escolha para o diagnóstico e tratamento de todos os tipos de lesões tumorais de bexiga. Devido ao alto índice de recidivas pós-RTU para alguns tipos de tumores mais invasivos, em alguns casos indica-se a utilização de terapias adjuvantes, como a aplicação intravesical de quimioterápicos e imunoterápicos. O sucesso deste procedimento está associado à habilidade do cirurgião, bem como à utilização de geradores de alta frequência de qualidade e de alças de ressecção específicas para utilização em bexiga. Figura 3. Imagem endoscópica do procedimento de ressecção transuretral Para casos de tumores invasivos, o tratamento de escolha é a cistectomia radical, que consiste na completa remoção da bexiga e linfonodos adjacentes. Este procedimento pode ser feito por cirurgia aberta, videolaparoscópica e robótica. A indicação deste procedimento em tumores invasivo é justificada pelo aumento da taxa de sobrevida de 50% para 90% após cistectomia radical.  O controle da doença após tratamento deverá ser feito de maneira periódica, de acordo com orientação médica, e se dará por cistoscopia e exames de imagem. A Strattner possui portfólio completo para o diagnóstico e tratamento dos tumores de bexiga, com a linha equipamentos para ressecção transuretral, laparoscópica e cirurgia robótica. Referência Bibliográficas: UROLOGIA FUNDAMENTAL. Miguel Zerati Filho, Archimedes Nardozza Júnior, Rodolfo Borges dos Reis. São Paulo: Planmark, 2010. Vários colaboradores. UROLOGIA MODERNA. Rodolfo Borges dos Reis, Stênio de Cássio Zequi, Miguel Zeratti Filho. São Paulo: Lemar, 2013. PROTEUS: PALESTRAS E REUNIÕES ORGANIZADAS PARA A PREPARAÇÃO AO TÍTULO DE ESPECIALISTA EM UROLOGIA, SBU. 2ª ed. São Paulo: Planmark; 2017. Vários colaboradores. 
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