Você sabe o que é a litíase uretral?

Urologia

A litíase uretral, ou pedra na uretra é uma patologia rara, que corresponde a menos de 1% dos casos de cálculos no sistema urinário. Normalmente acontece nos homens, devido ao maior comprimento do canal uretral. A faixa etária acometida é variável, havendo relatos de casos que vão desde crianças de três anos de idade até indivíduos com 81 anos

CAUSAS
Em geral, o cálculo de uretra resulta da impactação de pedra que migrou da bexiga. No entanto, também há relatos de cálculos primários de uretra, que tiveram origem no segmento proximal a um estreitamento na região, ao redor de um corpo estranho ou dentro de um divertículo. Há associação definida entre a ocorrência destes cálculos com infecção urinária crônica, hábitos dietéticos e as condições higiênicas.


Cálculo uretral formado ao redor de corpo estranho (pedaço de madeira) inserido no canal uretral

 

SINTOMAS
Os pacientes apresentam interrupção súbita na micção e incapacidade de esvaziamento da bexiga. O quadro clínico de dor vai variar de acordo com o tamanho e local de impactação do cálculo. A pedra localizada na uretra posterior manisfesta-se como dor irradiada para a região do períneo e reto. Já o cálculo presente em uretra anterior provocará dor irradiada para a região peniana. Os cálculos presentes em divertículos, no entanto, podem não resultar em sintomas miccionais obstrutivos. Manifestam-se como infecções urinárias de repetição, corrimento uretral e abaulamento na face ventral do pênis.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico definitivo pode ser feito com o emprego da ultrassonografia ou de estudos radiográficos com uso de meios de contraste. O emprego de aparelhos endoscópicos pode não evidenciar o cálculo, pois o urotélio pode crescer sobre ele, tornando-o invisível ao método.

TRATAMENTO
O calibre da uretra adulta permite a passagem de cálculos com diâmetro menor ou igual a 10 mm. Porém, quando há estreitamento ou o cálculo é de grandes dimensões, as condições anatômicas tornam-se insuficientes para permitir sua livre progressão, sendo necessária a intervenção. O tratamento é variável e será determinado, primordialmente, pela localização e tamanho da pedra.

- Eliminação espontânea: indicada para cálculos pequenos em uretra anterior. As pedras podem ser manejados com a infiltração de anestésico local e posterior eliminação.
- Litotripsia Extra Corpórea: pode ser indicada para a fragmentação de cálculos uretrais, após manipulação do cálculo para a bexiga. Trata-se de procedimento não invasivo, realizado através da aplicação de ondas de origem elemagnética/eletrohidráulica.
- Uretrotomia interna: indicada para casos em que a presença do cálculo resulte em estreitamento de uretra (vide artigo relacionado).

 


Visão endoscópica do procedimento de uretrotomia interna

 

- Uretrotomia externa: quando o cálculo está impactado há muito tempo, principalmente aqueles localizados na uretra posterior, pode ser necessária a realização da uretrotomia externa, procedimento de maior invasividade realizado por acesso na região do períneo. Não é aconselhável o uso de curetas ou métodos de "ordenha" do cálculo, devido ao risco de lesão grave do tecido uretral.

A Strattner possui em seu portfolio equipamentos para o tratamento dos cálculos urertais, com instrumentos para uretrotomia interna e equipamentos para a realização de Ondas de Choque Extra Corpórea.

 

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FORMAÇÃO DE CÁLCULO URETRAL AO REDOR DE UM CORPO ESTRANHO: RELATO DE UM CASO. Joao Ricardo Maltez de Almeida, Alexandre Henrique Caetano de Parma, Severino de Araújo Aires, Tufik Bauab Jr. Radiol Bras 2001;34(2):123-125
UROLOGIA FUNDAMENTAL. Miguel Zerati Filho, Archimedes Nardozza Júnior, Rodolfo Borges dos Reis. São Paulo: Planmark, 2010. Vários colaboradores.
UROLOGIA MODERNA. Rodolfo Borges dos Reis, Stênio de Cássio Zequi, Miguel Zeratti Filho. São Paulo: Lemar, 2013.
PROTEUS: PALESTRAS E REUNIÕES ORGANIZADAS PARA A PREPARAÇÃO AO TÍTULO DE ESPECIALISTA EM UROLOGIA, SBU. 2ª ed. São Paulo: Planmark; 2017. Vários colaboradores.

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