Tratamento de câncer de colorretal com TEO

Câncer Colorretal, Coloproctologia

O câncer colorretal é uma das neoplasias mais frequentes na população brasileira, acomete o intestino grosso, envolvendo cólon e reto. Os sinais e os sintomas dependem da localização do tumor e inicialmente podem ser inespecíficos, como dor e desconforto abdominal (cólicas frequentes, excesso de gases), mudanças de hábito intestinal (diarreia ou constipação), incluindo também sangramento anal ou nas fezes (hematoquezia), dor ao evacuar, fraqueza, anemia, perda de peso, náuseas e vômitos, aumento de volume abdominal, entre outros. Na presença destas alterações, o paciente deve procurar auxílio médico.

A maioria dos tumores colorretais se desenvolve lentamente ao longo dos anos e tem início através do aparecimento de um pólipo, uma lesão benigna, que com o tempo pode adquirir características de malignidade e se tornar uma lesão cancerígena. Por este motivo, o diagnóstico precoce é essencial para otimizar o tratamento e a cura. Neste sentido, é indicada a realização de exames a partir dos 50 anos de idade, em pacientes que não possuem histórico familiar ou outros fatores de risco. O exame de sangue oculto nas fezes permite identificar sangramento no intestino grosso, e a colonoscopia permite a visualização do mesmo através de um instrumento flexível (endoscópio), sendo alguns dos principais instrumentos para a detecção do câncer colorretal.

 

 

Figura 1.Classificação das lesões colorretais - Fonte: Progastro Joinville. Acesso 31/08/2017

 

Após o diagnóstico é necessário avaliar o estadiamento do tumor, isto é, verificar o grau de penetração do mesmo na parede do intestino, se há invasão direta de outros órgãos, envolvimento de estruturas linfáticas (linfonodos) ou acometimento de órgãos à distância (metástases). A avaliação destes pontos permite a escolha do tratamento ideal por parte da equipe médica, que pode envolver quimioterapia, radioterapia, cirurgia etc.

Figura 2. Estadiamento do câncer colorretal - Fonte: Progastro Joinville. Acesso em 31/08/2017

 

A cirurgia para retirada da porção intestinal afetada pelo câncer é necessária em grande parte dos casos e a escolha pelo tipo de procedimento depende da localização, tamanho, invasão local do tumor e também da experiência da equipe cirúrgica. Neste ponto, podemos destacar que os tumores de reto, devido à localização deste órgão na pelve óssea, fazem da abordagem destes um grande desafio para o cirurgião, e por este motivo, muitos estudos foram feitos na busca por formas de tratamento local para estas lesões, com destaque para as técnicas que envolvem a videocirurgia.

A microcirurgia endoscópica transanal (Transanal Endoscopic Microsurgery - T.E.M.) consiste em um tratamento minimamente invasivo que emprega uma plataforma cirúrgica específica, o TEO (Transanal Endoscopic Operation – KARL STORZ), constituído por um retoscópio, instrumental específico e um endoscópio rígido (ótica), o qual é acoplado ao sistema de vídeo para permitir a ressecção local de lesões benignas e inicialmente malignas do reto.

Figura 3. TEO – KARL STORZ GmbH (Tuttlingen, Germany) - Fonte: Karl Storz Acesso em 31/08/2017

 

Figura 4. Visualização de lesão por via transanal - Fonte: Scielo. Acesso em 31/08/2017

 

As vantagens associadas a esta técnica envolvem menor morbidade pós-operatória, incluindo menor dor, melhor cicatrização, retorno mais rápido às atividades habituais, uma vez que a via utilizada é o ânus, um orifício natural (Natural Orifice Translumenal Endoscopic Surgery – N.O.T.E.S.). Além disto, a técnica permite melhor visualização do tumor e consequente retirada de margens seguras (ausência de células tumorais), resultando em menor índice de recidiva.

O sistema TEO da KARL STORZ para microcirurgia endoscópica transanal faz parte da linha de produtos para coloproctologia da KARL STORZ, comercializada com exclusividade no Brasil pela Strattner. Conheça o TEO e outros produtos da linha.

 

Fonte: ARAUJO, S.E.A. et al. Transanal Endoscopic Microsurgery – A Brazilian Initial Experience in Private Practice. Hepato-gastroenterology, 2012.
LEROY, J. et al. No-Scar Transanal Total Mesorectal Excision – The Last Step to Pure NOTES for Colorectal Surgery. JAM Sur., 2013.
MENDES, C.R.S. et al. Transanal Endoscopic Microsurgery (TEM): Initial Experience. Rio de janeiro: Journal of coloproctology, 2012.

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