Cirurgia robótica no SUS: avanço histórico para o tratamento do câncer de próstata

Cirurgia Robótica
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Cirurgia robótica no SUS: avanço histórico para o tratamento do câncer de próstata

Em breve, hospitais do SUS (Sistema Único de saúde) poderão realizar cirurgias robóticas para tratamento de câncer de próstata. A conquista representa um marco para o setor público brasileiro, e deverá impactar a saúde de milhões de pacientes com a doença.

Segundo Anderson Fernandes, Gerente de Acesso ao Mercado da Strattner, esta será a primeira vez que um procedimento cirúrgico robótico passará a integrar o cuidado oncológico ofertado aos pacientes do SUS. “Para as equipes médicas e para os hospitais, essa incorporação reflete a maturidade regulatória do sistema de saúde brasileiro, aliada ao avanço tecnológico e ao compromisso com melhores desfechos clínicos”, aponta.

A aprovação do procedimento pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) aconteceu em agosto de 2025, e foi baseada em evidências clínicas sólidas, que demonstraram a superioridade da tecnologia no tratamento desse tipo de câncer, em um movimento liderado pela Strattner. A incorporação se concretizou em 1º de outubro, com a publicação da Portaria SECTICS nº 72, de 30 de setembro de 2025, no Diário Oficial da União.

De acordo com Michele Panassolo, Coordenadora de Licitações da Strattner, após o período inicial da aprovação, o SUS deverá cumprir algumas etapas para que a tecnologia possa ser disponibilizada nos hospitais:

Michelle Panassolo

“O processo de licitação para a compra de sistemas robóticos é de alta complexidade. Diferentemente de aquisições convencionais, a compra de sistemas robóticos exige uma avaliação técnica aprofundada, que deve considerar: sustentabilidade pós-aquisição; performance clínica esperada; e garantia de treinamento de profissionais”.

Benefícios da incorporação da cirurgia robótica para o SUS

Atualmente, cerca de 40 hospitais que atendem pacientes do SUS (públicos ou filantrópicos) já vêm utilizando a tecnologia, e servem como modelo de aprendizado. A incorporação formal da prostatectomia robótica no SUS se baseia, em parte, na experiência já consolidada de grandes centros, como o Instituto Nacional do Câncer (INCA), pioneiro na adoção de cirurgia robótica no setor público brasileiro desde 2012.

No que tange às vantagens clínicas, o relatório da CONITEC indicou que a intervenção assistida por robô proporciona reduções em eventos importantes: -71% em recidiva bioquímica, -81% em mortalidade e -91% em complicações graves, quando o comparador foi a cirurgia aberta. Também ficou evidenciado no mesmo relatório que a prostatectomia robótica proporcionou melhores desfechos funcionais, como disfunção erétil e incontinência urinária, quando o comparador foi a cirurgia videolaparoscópica.

Para Verônica Sanchez, Gerente de Marketing Robótica da Strattner, o diferencial deste método é a capacidade de preservação de estruturas importantes, como os nervos responsáveis pela continência urinária e função sexual, fundamentando os melhores desfechos.

Verônica Sanchez

“O sistema robótico tem como principal característica a ampliação da precisão e do controle do cirurgião, sendo capaz de oferecer visão tridimensional aliada ao uso de instrumentos com articulação semelhante à do punho humano, o que permite movimentos delicados em áreas anatômicas muito restritas, como a pelve”

Essa exatidão se traduz em benefícios diretos para o paciente, como:

  • Menor tempo de hospitalização;
  • Menor recidiva da doença;
  • Menor perda sanguínea;
  • Recuperação mais rápida;
  • Melhores desfechos funcionais.

Anderson destaca: “Sob a perspectiva do SUS, trata-se de uma tecnologia custo-efetiva, conforme demonstrado no relatório de recomendação final da CONITEC. Quando realizada em centros de alto volume cirúrgico, a prostatectomia robótica apresenta potencial para gerar economia orçamentária incremental ao longo do horizonte temporal avaliado, principalmente em decorrência da redução de eventos adversos, menor necessidade de intervenções subsequentes e melhor eficiência no uso de recursos assistenciais.”.  

Portanto, a incorporação da prostatectomia robótica no SUS representa um avanço histórico não apenas em acesso, mas, também, em qualidade assistencial e gerenciamento de recursos.

“Ao permitir que hospitais públicos passem a oferecer esse tipo de tratamento, o SUS cria um ambiente propício para o treinamento de novas equipes, fortalecimento da pesquisa clínica e a formação de centros de referência em cirurgia robótica em diferentes regiões do país”, complementa Verônica.

Para Michele, as oportunidades que serão geradas a partir da aquisição dos sistemas robóticos reforçam a importância dessa conquista que trará retornos significativos como:

  • Economia Indireta a partir da liberação mais rápida de leitos;
  • Criação de centros multiplicadores que poderão transformar o robô em uma ferramenta de formação e pesquisa;
  • Sustentabilidade econômica e impacto orçamentário favorável, conforme evidenciado no relatório da CONITEC”, aponta.

Atuação da Strattner pós-incorporação

Com a incorporação oficial no SUS, a cirurgia robótica poderá ser transformada em uma política de saúde pública. Para isso, os próximos desafios envolvem a expansão da infraestrutura hospitalar, a capacitação contínua das equipes cirúrgicas e a manutenção dos sistemas robóticos, garantindo que o acesso seja seguro, sustentável e equitativo em todo o país.

De acordo com Michele, a Strattner, enquanto representante exclusiva do sistema da Vinci no Brasil, desempenha um papel crucial na fase pré-licitatória e de implementação: “Do ponto de vista da área, estamos prontos para apoiar as instituições de saúde no entendimento técnico e regulatório necessário para a aquisição e execução dos sistemas, com foco em oferecer o conhecimento sobre as especificações técnicas do equipamento de forma detalhada”.

A coordenadora de licitações destaca, ainda, o investimento em capacitação de equipes multidisciplinares. “A compra de um robô é a aquisição de um programa robótico, e não apenas de uma máquina. A garantia de treinamento qualificado que viabilizamos em parceria com a fabricante é um fator de peso na avaliação técnica da licitação”, afirma.

Para Anderson Fernandes, a publicação da portaria é apenas o começo. O compromisso da Strattner é garantir que a expansão ocorra com qualidade, segurança e impacto positivo para o paciente. Ele explica que, agora, iniciaram um novo período que deverá seguir algumas etapas essenciais, como:

  • Definição do código SIGTAP para o procedimento, modelos de financiamento e remuneração pelo SUS;
  • Atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT);
  • Organização das redes de atenção oncológica;
  • Implantação e expansão da infraestrutura cirúrgica robótica em centros habilitados.

Anderson Fernandes

“Estamos diante de um momento histórico: a prostatectomia robótica é o primeiro procedimento robótico incorporado no SUS, e essa decisão da CONITEC não foi apenas clínica, foi baseada em uma avaliação econômica robusta. A tecnologia comprovou ser custo efetiva para o câncer de próstata. E mais: quando realizada em centros de alto volume cirúrgico, a projeções indicam economia na perspectiva SUS - pois evitar eventos como recidiva da doença, complicações e internações prolongadas, representa economia real para o sistema. A incorporação da cirurgia robótica é um investimento com retorno demonstrado.”, conclui”


Dessa maneira, a Strattner segue comprometida em apoiar o SUS na implementação de inovações responsáveis, treinamentos de excelência e soluções que realmente transformam vidas.

 

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