A Strattner deu mais um passo em sua estratégia de inovação aplicada à cirurgia robótica. A empresa implementou a automatização da limpeza do endoscópio do sistema da Vinci em termodesinfectora, no Hospital Santa Catarina, em Bela Vista (SP). A iniciativa representa um avanço importante na padronização e na segurança do processamento de instrumentais robóticos.
Embora a novidade em cirurgia robótica seja frequentemente associada ao ambiente intraoperatório, especialistas apontam que a sua evolução depende de toda a cadeia assistencial. Esse movimento acompanha a expansão acelerada da tecnologia no país: entre 2018 e 2022, o número de cirurgias robóticas realizadas no Brasil cresceu 417%, segundo dados da Associação Médica Brasileira (AMB), divulgados pelo Estado de Minas.
Segundo Juliana Nery, Coordenadora da Consultoria Gênesis de Robótica da Strattner, iniciativas como essa representam um marco para o amadurecimento dos procedimentos assistidos por robôs no país.

“O verdadeiro progresso acontece quando olhamos para toda a cadeia, e o processamento de instrumentais é uma parte crítica”, afirma. Para ela, a automatização da limpeza vai além do ganho operacional, pois possibilita maior consistência funcional, previsibilidade e redução da variabilidade dos processos manuais.”.
Ao transformar um processo manual em uma operação automatizada, a Strattner promove maior controle e consistência no processamento dos equipamentos. Essa padronização reduz desvios e amplia a confiabilidade da operação e, consequentemente, eleva a segurança biológica e contribui para mitigar riscos de infecção hospitalar.
De acordo com Haila Engelmann, Especialista Gênesis de Robótica e líder do projeto, a automatização reforça o compromisso da companhia com inovação e excelência operacional. “Ao eliminar a variabilidade humana, garantimos que cada ciclo de limpeza siga rigorosamente as especificações técnicas”, destaca.
Além dos ganhos em segurança, a automatização contribui para a conservação dos equipamentos. O processo é mais controlado e delicado.
Segundo Haila, esse cuidado impacta diretamente a operação hospitalar. “A limpeza automatizada é mais suave com componentes ópticos sensíveis, reduzindo a incidência de falhas e prolongando a vida útil dos equipamentos”, explica.
A iniciativa também influencia positivamente a rotina dos Centros de Material e Esterilização. Com menos etapas manuais, as equipes podem se dedicar a atividades mais estratégicas. A maior agilidade no preparo dos equipamentos favorece o fluxo cirúrgico e, ainda, reduz gargalos operacionais.
Juliana destaca que o projeto prepara os hospitais para um cenário de expansão da cirurgia robótica. “À medida que aumentamos volume e complexidade, não dá mais para sustentar processos críticos com alta dependência de variáveis humanas”, ressalta.
A implementação no Hospital Santa Catarina foi facilitada pela infraestrutura existente na instituição. O local já possuía os equipamentos e adaptadores necessários para viabilizar a automatização. Ainda assim, o projeto demandou testes, validação de protocolos e adequação dos fluxos internos.
Com menos de 30 dias de operação, os principais benefícios observados concentram-se na padronização e na segurança do processo. Os indicadores de eficiência operacional e percepção da equipe seguem em monitoramento.
Para a Strattner, o sucesso da iniciativa reforça a importância da colaboração entre indústria e hospitais. O projeto demonstra como tecnologia, expertise técnica e abertura à inovação geram avanços concretos. Também contribui para a consolidação de uma estrutura mais robusta para a expansão da cirurgia robótica no Brasil.
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